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AUXÍLIO EMERGENCIAL

CEF

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EM 10 DE FEVEREIRO DE 1888
CIDADE PIONEIRA NA LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS
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REDENÇÃO CULTURA

Redenção tem esse nome por ter sido o primeiro município paulista a libertar seus escravos, em 10 de fevereiro de 1888. Sua trajetória começa no início do século XIX, quando o Governador da Província envia Francisco Ferraz Araújo e sua mulher, Francisca Galvão de França, acompanhados por um grande número de escravos, para desbravarem o Sertão das Samambaias. Isso foi feito pelo casal de sertanistas que, ao encontrarem o Rio Paraitinga, fixaram residência.

Conta a história que um dos escravos que trabalhava na abertura da estrada até a residência do sertanista morreu a uma distância de 9 quilômetros e ali foi sepultado. No local, Araújo mandou erguer uma cruz e, mais tarde, orientava os que lhe pediam terras para construírem suas casas nas proximidades da cruz.

A população foi aumentando e, logo, uma capela foi construída no local da cruz. O primeiro nome desse povoado foi "Paiolinho", porque um dos moradores dedicou-se ao cultivo do linho e, após as fibras secarem, guardava-as em um paiol.

A cultura do café também deu impulso ao desenvolvimento do Paiolinho, elevada à categoria de município em 1877, sendo desmembrado do município de Taubaté, mas voltou à condição de distrito em 1934. Sua autonomia só foi retomada em janeiro de 1936.

Apenas em 30 de novembro de 1944, o Decreto-Lei 14.334, alterou seu nome para Redenção da Serra, incorporando ao nome do município o espírito humanitário, já traduzido nas ações de seus habitantes.

Com o represamento do Rio Paraitinga, a cidade foi inundada em quase sua totalidade. Sobrou a Igreja e o prédio onde funcionava a prefeitura, tombados pelo Patrimônio Histórico.

Em 25 de agosto de 1974, funda-se a nova Redenção, com quase toda a população se mudando para o local. Quem ficou cuida dos restos da história.

A cidade orgulha-se de ter sido a primeira do estado de São Paulo a libertar os escravos, em 10 de fevereiro de 1888. A decisão dos fazendeiros foi assinada na Fazenda Ponte Alta, que, atualmente, pertence ao município de Natividade da Serra.
Um monumento, criado pelo escultor Demétrius, está na entrada da cidade, lembrando o fato histórico. Sua história registra ainda a instalação de uma usina hidrelétrica para atender à Companhia Taubaté Industrial. Mas as águas do Rio Paraitinga, que corta o município, foram represadas, engolindo quase toda a cidade antiga, a maioria das velhas fazendas e também a usina.
Parte da cidade virou patrimônio histórico, com a igreja e o antigo prédio da prefeitura tombados pelo Patrimônio Histórico e à espera de restauro. Um muro foi erguido junto aos prédios para que a água da represa não danifique as construções.

As águas agora proporcionam opção de pesca livre em toda a orla do lago. Os esportes náuticos estão em alta, com a cidade sendo sede de um dos pólos do Projeto Navega São Paulo, da Secretaria de Esportes e Turismo do Estado de São Paulo.

O artista plástico Justino Faria, já falecido, deixou muitas obras, entre pinturas e esculturas.
Em Redenção da Serra está uma das principais, nas paredes da Capela do Cruzeiro. A obra, com inspiração bíblica, ocupa duas paredes, contando em imagens a evolução do homem durante os séculos. Uma moradora vizinha da igreja tem as chaves para quem quiser visitar a obra.
Redenção tem ainda um painel, num armazém da rua central, e as cenas da Via Sacra, na Igreja Matriz.
O escultor Demétrius fez muita arte na cidade e em Taubaté. A estátua do escravo, na entrada da cidade, é de sua autoria.

As águas agora proporcionam opção de pesca livre em toda a orla do lago. Os esportes náuticos estão em alta, com a cidade sendo sede de um dos pólos do Projeto Navega São Paulo, da Secretaria de Esportes e Turismo do Estado de São Paulo.
Tem ainda mais dois escultores: Fordão e João Carlos Branco, que atuam e residem em Taubaté.
No artesanato artístico, o Carlinho Tacheiro faz panelas, peças de decoração e alambiques em cobre. Ele atende na Rodovia Oswaldo Cruz, bairro do Registro.
Todos os sábados acontece a feira do produtor rural, das 9h às 12h. No mesmo local acontece apresentação de violeiros e convidados.

João Carlos Branco é um daqueles artistas valeparaibanos escondidos nos fundões. Atualmente tem seu ateliê no Sítio Palmital, no Bairro dos Venâncios. Trabalha há 30 anos com escultura em barro e pedra retratando principalmente o homem caipira de sua terra e imagens de santos (foto). Ultimamente vem desenvolvendo também esculturas modernas.

Os bonecões João Paulino e Maria Angu também imperam em Redenção da Serra. A tradição teria nascido no carnaval de 1936, pelas mãos de Marciano A. dos Santos, figureiro e presepeiro em Redenção. Viraram figuras populares na cidade.
Os bonecos sairam no carnaval até 1940, quando Marciano se mudou para Taubaté e lá continou a fazer suas obras. Depois disso, os bonecões ganharam notoriedade e passaram a ser feitos em outras cidades.
Os bonecos de hoje são feitos por funcionários da prefeitura e usam em sua estrutura ferro e bambu, com a cabeça pintada sobre um balaio de taquara arredondado e roupas espalhafatosas.
A dança de moçambique ainda é tradicional na cidade. O grupo formado por gente simples agrega homens, mulheres e crianças, que se apresentam em todas as festas populares da cidade e também em eventos representando o município. Com 30 componentes, o grupo é comandado por Francisco Augusto e sua esposa Teresinha.
A mesma equipe comanda ainda roda de violeiros e as Folias do Divino e de Reis, percorrendo residências na cidade e na roça

A busca por alternativas de fonte de renda está levando a população da cidade a desenvolver um novo artesanato. O trabalho desenvolvido pelo Setor de Cultura está ampliando o artesanato com palha de milho, que já existia na cidade timidamente. A principal artesã é a Dona Giselda, que desenvolveu um jeito de confeccionar bonequinhas com palhas coloridas. Cursos foram realizados e agora pelo menos 5 pessoas se dedicam a fazer as bonequinhas, bolsas, flores, arandelas e vasos. O trabalho de incentivo inclui até mesmo o plantio de milho preto, cujas palhas são coloridas em vários tons de marrom. A cidade tem ainda artesãos de fuxico, crochê, taboa e bambu.

texto: Chão Caipira

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